Impactos das alterações no sono no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas
Impactos das alterações no sono no desenvolvimento de doenças neurodegenerativas
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Original abstract
Alterações no sono estão diretamente associadas ao desenvolvimento e à progressão de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson e Huntington, impactando negativamente a qualidade de vida e acelerando processos patológicos. A relação entre o sono e essas condições carece de estudos que integrem aspectos fisiológicos, patológicos e terapêuticos. Este estudo tem como objetivo explorar essa relação bidirecional, identificar os mecanismos subjacentes e destacar abordagens terapêuticas e preventivas para o manejo clínico. Foi realizada uma revisão narrativa de literatura, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2024, selecionados em bases como PubMed, Scopus e Web of Science. Utilizaram-se descritores controlados e termos livres relacionados ao sono, neurodegeneração e proteínas-chave, com critérios de inclusão baseados em idiomas (inglês, português e espanhol) e rigor metodológico. Os resultados indicam que o sono desempenha um papel essencial na regulação de ritmos circadianos, processos neurofisiológicos e remoção de neurotoxinas pelo sistema glinfático. Alterações nesse equilíbrio contribuem para o acúmulo de beta-amiloide e tau, comuns no Alzheimer, além de prejudicar a neuroplasticidade. Conclui-se que os distúrbios do sono são tanto fatores de risco quanto sintomas em doenças neurodegenerativas. A integração do manejo do sono aos tratamentos convencionais e sua consideração como biomarcador precoce podem melhorar significativamente o diagnóstico e a qualidade de vida dos pacientes. Estudos adicionais são necessários para aprofundar os mecanismos e desenvolver intervenções eficazes.