TREINAMENTO RESISTIDO NA DOENÇA DE PARKINSON: REVISÃO INTEGRATIVA
TREINAMENTO RESISTIDO NA DOENÇA DE PARKINSON: REVISÃO INTEGRATIVA
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Original abstract
Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma condição neurodegenerativa progressiva caracterizada por sintomas motores, como bradicinesia, tremor e instabilidade postural, além de manifestações não motoras que impactam significativamente a qualidade de vida. Nos últimos anos, o treinamento resistido (TR) tem se destacado como uma estratégia não farmacológica com potencial terapêutico para essa população. Objetivo: Sintetizar e analisar criticamente as evidências científicas disponíveis sobre os efeitos do treinamento resistido em desfechos clínicos de indivíduos com DP. Métodos: Revisão integrativa que incluiu 27 estudos, entre ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas, selecionados em diferentes bases de dados. Os desfechos foram organizados por categorias temáticas: função motora (bradicinesia, força, marcha, equilíbrio), sintomas não motores (sono, humor, cognição), qualidade de vida e escalas clínicas (especialmente a UPDRS). Resultados: A maioria dos estudos demonstrou melhora significativa da bradicinesia e da força muscular após protocolos de TR de intensidade moderada a alta, com duas a três sessões semanais. Houve também melhora da mobilidade e da marcha, embora os efeitos sobre o equilíbrio tenham sido menos consistentes. Foram observados benefícios sobre o sono, sintomas depressivos e desempenho cognitivo. Vários estudos relataram redução nos escores motores da UPDRS. A heterogeneidade dos protocolos limita a generalização dos achados. Conclusão: O treinamento resistido é uma intervenção segura e eficaz, com impacto positivo sobre múltiplos aspectos da Doença de Parkinson, contribuindo para maior autonomia funcional e qualidade de vida.