Eixo intestino-cérebro e neurodegeneração: a influência da microbiota intestinal nas doenças neurodegenerativas
Eixo intestino-cérebro e neurodegeneração: a influência da microbiota intestinal nas doenças neurodegenerativas
Where did the research take place?
The study site has not been established. Author addresses may differ from where the research occurred.
A plain-language reading has not been prepared for this paper yet.
Original abstract
As doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson e esclerose lateral amiotrófica (ELA), representam um crescente desafio de saúde pública global. Recentemente, evidências científicas têm destacado o papel do eixo intestino-cérebro como um importante mediador na fisiopatologia dessas condições. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo investigar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a influência da microbiota intestinal no desenvolvimento e progressão de doenças neurodegenerativas, destacando mecanismos fisiopatológicos, biomarcadores e potenciais abordagens terapêuticas. A busca foi realizada nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e ScienceDirect, utilizando descritores como gut-brain axis, microbiota e neurodegenerative diseases, incluindo estudos publicados entre 2014 e 2025. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram selecionados 23 artigos para análise. Os resultados evidenciaram que a disbiose intestinal está associada a alterações neuroinflamatórias, disfunção da barreira hematoencefálica, acúmulo de proteínas neurotóxicas e piora de sintomas cognitivos e motores. Além disso, estratégias terapêuticas como o uso de probióticos, prebióticos e dietas específicas mostraram resultados promissores na modulação do eixo intestino-cérebro e atenuação da progressão neurodegenerativa. Conclui-se que a microbiota intestinal representa um alvo potencial para prevenção, diagnóstico precoce e intervenção terapêutica nas doenças neurodegenerativas. Apesar dos avanços, há necessidade de estudos longitudinais e padronizados para consolidar a aplicabilidade clínica desses achados, reforçando a importância de uma abordagem integrativa e translacional na interface entre neurociência e microbiologia.