“Neuroinflamação e Doenças Neurodegenerativas: Da Patogênese às Estratégias Terapêuticas”
“Neuroinflamação e Doenças Neurodegenerativas: Da Patogênese às Estratégias Terapêuticas”
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Original abstract
A neuroinflamação tem papel central na patogênese de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Nesse contexto, microglia e astrócitos são células fundamentais, capazes de atuar tanto na proteção quanto na lesão neuronal. Entretanto, embora frequentemente classificadas como fenótipos neurotóxicos (M1/A1) ou neuroprotetores (M2/A2), essas categorias não representam plenamente a diversidade funcional e os diferentes estados inflamatórios observados ao longo da progressão das doenças.O objetivo deste estudo é revisar os principais mecanismos de neuroinflamação associados às doenças neurodegenerativas, enfatizando o papel dos astrócitos e da microglia, além de descrever biomarcadores utilizados na avaliação da inflamação no sistema nervoso central e possíveis estratégias terapêuticas emergentes.Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, incluindo artigos publicados entre 2010 e 2025, selecionados em bases como PubMed, Scopus e Web of Science. Os descritores utilizados incluíram “neuroinflammation”, “neurodegenerative diseases”, “microglia”, “astrocytes” e “biomarkers”. Foram incluídos estudos que abordassem mecanismos inflamatórios, biomarcadores gliais e intervenções terapêuticas voltadas à modulação da resposta neuro inflamatória.Microglias e astrócitos desempenham papel dinâmico no equilíbrio entre neuroproteção e neurotoxicidade. A ativação contínua dessas células leva à amplificação de mediadores pró-inflamatórios, contribuindo para a progressão das doenças neurodegenerativas. O entendimento da plasticidade glial e de seus diferentes estados de ativação é essencial para o desenvolvimento de terapias eficazes, que devem considerar o estágio da doença e a reatividade inflamatória local. Biomarcadores que refletem a atividade glial emergem como ferramentas promissoras para diagnóstico, monitoramento e seleção de intervenções direcionadas. Assim, modular o equilíbrio entre fenótipos gliais pró-inflamatórios e neuroprotetores representa um caminho estratégico para retardar a progressão neurodegenerativa e aprimorar abordagens terapêuticas futuras.