Efeitos do exercício físico na neuroplasticidade e na prevenção de doenças neurodegenerativas: revisão integrativa
Efeitos do exercício físico na neuroplasticidade e na prevenção de doenças neurodegenerativas: revisão integrativa
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Original abstract
As doenças neurodegenerativas representam um importante problema de saúde pública, especialmente devido ao envelhecimento populacional e ao aumento da prevalência de condições como a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson. Nesse contexto, estratégias não farmacológicas têm sido amplamente investigadas como formas de promover a saúde cerebral e retardar processos degenerativos. Entre essas estratégias, o exercício físico destaca-se por seus potenciais efeitos positivos sobre a neuroplasticidade, mecanismo fundamental para a adaptação e reorganização funcional do sistema nervoso. Diversos estudos indicam que a prática regular de atividade física pode estimular a produção de fatores neurotróficos, melhorar a conectividade neural e favorecer funções cognitivas.Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar os efeitos do exercício físico na neuroplasticidade e sua contribuição para a prevenção de doenças neurodegenerativas, por meio de uma revisão integrativa da literatura científica. A metodologia consiste em uma revisão integrativa de estudos publicados em periódicos científicos nacionais e internacionais que abordam a relação entre exercício físico, neuroplasticidade e prevenção de doenças neurodegenerativas. Foram considerados estudos experimentais, observacionais e revisões sistemáticas que investigam alterações estruturais e funcionais no cérebro associadas à prática de atividade física, bem como a influência de fatores neurotróficos, como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). Os resultados da literatura analisada indicam que a prática regular de exercícios físicos, especialmente os de caráter aeróbico, está associada ao aumento da expressão de BDNF, à melhora da conectividade neural e ao aumento do volume do hipocampo, região cerebral relacionada à memória e à aprendizagem. Além disso, evidências apontam que o exercício físico pode contribuir para a redução de processos inflamatórios e do estresse oxidativo, fatores associados à progressão de doenças neurodegenerativas. Conclui-se que o exercício físico desempenha papel relevante na promoção da saúde cerebral, favorecendo a neuroplasticidade e podendo atuar como estratégia preventiva ou complementar no retardo do desenvolvimento de doenças neurodegenerativas.