AGENTES NEUROPROTETORES PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON
AGENTES NEUROPROTETORES PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON
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Original abstract
Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum, afetando cerca de 1% das pessoas acima de 60 anos. Sabe-se que ela decorre principalmente da perda de neurônios dopaminérgicos da substância negra mesencefálica. As manifestações motoras são as mais evidentes, incluindo tremor de repouso, bradicinesia, rigidez e estabilidade postural. Seu tratamento é baseado na reposição de dopamina. Até então, agentes neuroprotetores, com a capacidade de diminuir sua progressão, são pouco estudados. Diante desse cenário, torna-se imprescindível a busca de estudos que mostrem agentes com capacidade neuroprotetora. Objetivo: Sintetizar as evidências disponíveis na literatura acerca do efeito neuroprotetor de agentes utilizados na doença de Parkinson, bem como sua repercussão clínica. Método: A revisão sistemática foi desenvolvida conforme o protocolo PRISMA. A pesquisa foi realizada nas bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde, Embase e PubMed. Os artigos foram selecionados separadamente por dois autores. Os artigos discordantes foram excluídos ou incluídos na seleção final com o auxílio de um terceiro autor. Resultados: 401 estudos foram avaliados, sendo selecionados um total de 14 artigos. Diversos agentes foram investigados, incluindo fármacos, suplementos nutricionais e fitoterápicos. Apenas cinco estudos relataram diminuição da progressão da doença, indicando um possível efeito neuroprotetor. Conclusão: Não existe nenhum estudo comprovando a existência de agentes com efeitos neuroprotetores na Doença de Parkinson. Entretanto, alguns agentes demonstraram ter um potencial efeito neuroprotetor, que precisa ser confirmado por estudos maiores.