ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA INTESTINAL EM PACIENTES COM DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS
ALTERAÇÕES DA MICROBIOTA INTESTINAL EM PACIENTES COM DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS
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Original abstract
O eixo microbiota-intestino-cérebro tem sido amplamente investigado devido ao seu papel na fisiopatologia das doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer. Esta revisão integrativa analisou estudos clínicos e pré-clínicos publicados entre 2018 e 2023 sobre a influência da microbiota intestinal na progressão dessas doenças. Os resultados demonstraram que pacientes com doenças neurodegenerativas apresentam alterações significativas na composição da microbiota intestinal, destacando-se o aumento da abundância de Akkermansia, associado ao comprometimento da barreira intestinal, aumento da permeabilidade intestinal e ativação de processos inflamatórios. Além disso, a disbiose intestinal mostrou relação com a produção de metabólitos pró-inflamatórios, endotoxemia sistêmica e agregação anormal de α-sinucleína, mecanismos que favorecem a neuroinflamação e a progressão da neuropatologia. Os estudos também evidenciaram que a comunicação bidirecional entre intestino e cérebro, mediada principalmente pelo nervo vago e por respostas neuroimunes, desempenha papel relevante na modulação desses processos. Conclui-se que alterações da microbiota intestinal podem contribuir para o desenvolvimento e agravamento das doenças neurodegenerativas, reforçando a importância do eixo intestino-cérebro como potencial alvo para estratégias terapêuticas e preventivas, embora novos estudos sejam necessários para melhor compreensão dessas interações.