VENENO DE ABELHA E SEU POTENCIAL NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON
VENENO DE ABELHA E SEU POTENCIAL NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON
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Original abstract
O veneno de abelha (apitoxina), produzido por Apis mellifera, tem sido investigado por suas propriedades anti-inflamatórias, imunomodulatórias e neuroprotetoras, despertando interesse como potencial recurso terapêutico para doenças neurológicas, especialmente a Doença de Parkinson, que é caracterizada pela degeneração de neurônios dopaminérgicos na substância negra e por manifestações motoras e não motoras que comprometem a funcionalidade dos indivíduos. Diante da limitação das terapias atuais em conter a progressão da doença, tornou-se relevante avaliar compostos naturais como: melitina, apamina, fosfolipase A₂ (PLA₂), adolapina e tertiapina; com possíveis ações neuroprotetoras. O presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura, analisando as evidências disponíveis sobre os efeitos terapêuticos do veneno de abelha e de seus componentes na Doença de Parkinson. A busca foi conduzida nas bases PubMed e Google Scholar, utilizando descritores relacionados a veneno de abelha e doenças neurológicas. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, resultando em 26 estudos analisados. Os componentes da apitoxina identificados como promissores foram melitina, apamina e fosfolipase A2, os quais demonstraram efeitos como redução da neuroinflamação, modulação de canais iônicos, diminuição da apoptose e estimulação de mecanismos de plasticidade neuronal em modelos experimentais. Estudos preliminares mostram melhora sintomática em alguns pacientes tratados com técnicas como acupuntura associada ao veneno, embora ainda com amostras reduzidas e limitações metodológicas. Conclui-se que a apitoxina apresenta potencial terapêutico para o manejo da Doença de Parkinson, porém as evidências clínicas ainda são insuficientes. Estudos controlados, padronizados e de longo prazo são necessários para confirmar sua eficácia e segurança, permitindo futura aplicação clínica.