ABORDAGENS DIAGNÓSTICAS E TERAPÊUTICAS NA DOENÇA DE PARKINSON: AVANÇOS E PERSPECTIVAS FUTURAS
ABORDAGENS DIAGNÓSTICAS E TERAPÊUTICAS NA DOENÇA DE PARKINSON: AVANÇOS E PERSPECTIVAS FUTURAS
Where did the research take place?
The study site has not been established. Author addresses may differ from where the research occurred.
A plain-language reading has not been prepared for this paper yet.
Original abstract
RESUMO A Doença de Parkinson (DP) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva, caracterizada pela degeneração dos neurônios dopaminérgicos da substância negra, resultando em manifestações motoras e não motoras que comprometem significativamente a funcionalidade e a qualidade de vida dos pacientes. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos e ambientais, como mutações nos genes SNCA, LRRK2, PARK2, PINK1, DJ1 e GBA, além da exposição a toxinas como o manganês e o MPTP. O objetivo deste estudo foi revisar as principais abordagens diagnósticas e terapêuticas da DP, destacando os avanços recentes e as perspectivas futuras no manejo clínico da doença. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo e descritivo, conduzida nas bases PubMed, SciELO, ScienceDirect, MEDLINE e Google Scholar, abrangendo publicações entre 2015 e 2025. Os resultados apontam que o diagnóstico da DP permanece essencialmente clínico, baseado na identificação dos sinais cardinais — tremor de repouso, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural —, enquanto métodos de imagem, como PET e SPECT, servem como ferramentas complementares. O tratamento visa o alívio sintomático, com a levodopa como principal fármaco, associada a agonistas dopaminérgicos, inibidores da COMT e MAO-B, além de intervenções cirúrgicas, como a estimulação cerebral profunda, indicadas em casos refratários. As manifestações não motoras, como disautonomia, distúrbios do sono e comprometimento cognitivo, representam desafios adicionais e exigem manejo multidisciplinar. Conclui-se que, embora os avanços terapêuticos e diagnósticos tenham ampliado as possibilidades de controle sintomático, ainda não há terapias capazes de modificar o curso da doença. As perspectivas futuras incluem o desenvolvimento de terapias gênicas, celulares e vacinas anti-alfa-sinucleína, com potencial para promover neuroproteção e restauração neuronal. A integração entre pesquisa translacional e prática clínica é essencial para o avanço no tratamento da Doença de Parkinson. Palavras-chave: Doença de Parkinson; Diagnóstico; Terapêutica; Neurodegeneração; Avanços Científicos.