Cuidados paliativos em doenças neurodegenerativas: implicações para a medicina de emergência – revisão integrativa da literatura
Cuidados paliativos em doenças neurodegenerativas: implicações para a medicina de emergência – revisão integrativa da literatura
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Introdução: As doenças neurodegenerativas apresentam evolução progressiva, elevada carga sintomática e importante impacto funcional, emocional e social. Nesse contexto, os cuidados paliativos têm papel fundamental na promoção do conforto, controle de sintomas e suporte aos familiares. Apesar dos benefícios reconhecidos, sua implementação ainda ocorre de forma tardia, especialmente nos serviços de urgência e emergência. Objetivo: Analisar as evidências disponíveis acerca da aplicação dos cuidados paliativos em pacientes com doenças neurodegenerativas e discutir suas implicações para a Medicina de Emergência. Métodos: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Cochrane Library. Foram utilizados os descritores “Palliative Care”, “Neurodegenerative Diseases”, “Alzheimer Disease”, “Parkinson Disease”, “Amyotrophic Lateral Sclerosis” e “Dementia”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos publicados entre 2012 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 25 estudos compuseram a amostra final. Resultados: Os estudos analisados demonstraram que a implementação precoce dos cuidados paliativos está associada à melhora da qualidade de vida, controle de sintomas físicos e psicológicos, redução de hospitalizações recorrentes e diminuição de intervenções invasivas potencialmente fúteis. Os benefícios foram observados principalmente em pacientes com Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson, Demência com Corpos de Lewy, Demência Frontotemporal, Demência Vascular e Esclerose Lateral Amiotrófica. Conclusão: Os cuidados paliativos constituem componente essencial da assistência aos pacientes com doenças neurodegenerativas. Sua integração precoce, inclusive nos serviços de emergência, favorece decisões terapêuticas alinhadas aos valores dos pacientes, reduz intervenções desproporcionais e promove assistência mais humanizada.